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Moradores da periferia de SP promovem abraço na Represa de Guarapiranga

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Redação

05/06/2016 00:00
Moradores da periferia de SP promovem abraço na Represa de Guarapiranga

Marli Moreira, da Agência Brasil

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Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, moradores do bairro Jardim Ângela e de outros bairros vinculados à Subprefeitura de M'Boi Mirim, na periferia da zona sul da cidade, seguiram em romaria para o Parque Ecológico Guarapiranga. No fim da manhã deste domingo (5), eles promoveram uma missa campal e fizeram a 11ª edição do abraço simbólico da represa existente no local, um dos mananciais de abastecimento de água à população.

Sob o tema “Água limpa e saneamento é saúde. Exija, pratique!”, o evento teve o apoio da prefeitura. Além dos moradores da região, o ato reuniu representares de organizações não governamentais (ONGs), de movimentos sociais e escoteiros.

O abraço simbólico ocorre desde 2006, ano em que a represa do Guarapiranga completou 100 anos. Por causa do tempo muito chuvoso, o ato ocorreu a cerca de 500 metros da represa. Em panfleto distribuído no local, os organizadores justificaram que o evento “é um ato de indignação e alerta pelos descuidos dos governos com a preservação dos mananciais”. Eles citaram ainda o tema da Campanha da Fraternidade deste ano: “Meio Ambiente Artificial Urbano – Nossa Casa Comum”.

Os participantes do ato distribuíram 500 mudas de alface e plantaram uma árvore nativa. Em uma tenda da ONG Coletivo Dedoverde, que atua com o Instituto Meio Ambiente Artificial Sustentável (Imaasus), os presentes receberam orientações sobre condutas no descarte de alimentos.

Para alertar sobre medidas para evitar o aumento de populações de animais nocivos à saúde, foram exibidos exemplares de ratos empalhados ou armazenados em vidros em meio a líquidos de conservação. Algumas espécies de aranhas e escorpiões também foram mostradas.

A ONG e o Imaasus desenvolvem o Projeto Óleo Mania, que visa coletar 1 milhão de litros de óleo de fritura usado nas periferias. Segundo Renato Rocha de Lima, do Coletivo Dedoverde, o óleo usado virou uma espécie de moeda de troca para promover ações sociais.

O produto coletado é vendido para uma empresa do setor de biodiesel e parte do dinheiro retorna em benefícios às comunidades da região. “A cada litro vendido, destinamos R$ 0,30 para um fundo social“, explicou Lima.

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