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Movimentos sociais fazem protesto por mais saúde na região

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Redação

28/08/2014 00:00
Movimentos sociais fazem protesto por mais saúde na região

Integrantes dos movimentos Periferia Ativa, MST e MTST realizaram nesta quarta-feira, dia 27, simultaneamente em Taboão da Serra, Embu das Artes e São Paulo um protesto por mais saúde. A ação conjunta foi intitulada de “Contra o racionamento da saúde”.

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Segundo informativo enviado para a imprensa, a região vive “um verdadeiro racionamento da saúde, assim como hoje também sofremos com a água. Esse racionamento se dá pela redução crônica do financiamento do cuidado à saúde para o povo, reduzindo o direito à saúde a uma mercadoria”.

Manifestantes em frente a secretaria de saúde de Taboão da Serra | Reprodução / Facebook MST

Em seu perfil em uma rede social, o MST de Taboão da Serra reivindicou a reabertura do antigo Pronto Socorro Akira Tada, a construção de um laboratório municipal, de novas unidades de CAPS AD, além da abertura das contas da SPDM, responsável pelo atendimento de emergência na cidade.

De acordo com funcionários da secretaria de saúde de Taboão da Serra, manifestantes chegaram a invadir a recepção do prédio onde funciona a administração da saúde. “Eles chegaram gritando, bateram no balcão, mas depois foram embora e não reivindicaram nada”, disse uma funcionária que pediu anonimato.

A Secretaria Nacional do MTST disse que “todas as periferias da Grande São Paulo têm passado por uma explosão populacional causada, sobretudo, pela especulação imobiliária que força as pessoas a morarem cada vez mais longe dos centros urbanos. Além das consequências diretas da falta de moradia e mobilidade urbana, a falta de acesso à saúde em regiões distantes tem se tornado um dos maiores problemas do povo”.

Entre as exigências do MTST estão a implantação do Sistema Único de Saúde público gratuito, de qualidade para todos e todas e 100% de cobertura da Atenção Básica nas cidades da Grande São Paulo até 2016. Com ampliação das verbas estaduais e federais e garantia de equipes completas de profissionais.

Além disso, o movimento pede que aconteça o fim da privatização dos Serviços de Saúde, abertura das contas de todas as OSS em operação em São Paulo e retomada dos serviços para administração direta e a imediata apresentação de plano de curto prazo para instalação de rede substitutiva de saúde mental com construção de Centros de Atenção Psicossocial, ampliação do número de leitos psiquiátricos em Hospitais Gerais e fechamentos de todos os manicômios e instituições de modelo asilar.

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