Os ‘rolezinhos’ como fenômeno social
Por Dr. José Vanderlei dos Santos
Uma vez mais, e em pouco espaço de tempo, os gestores da administração pública, são convocados, às pressas, para tentar entender, mais um fenômeno social: os “rolezinhos”.
Muito mais do que uma simples reunião de jovens, o fenômeno revela a inquietude de uma geração espremida entre as pressões de um mundo consumista, e pela ausência de políticas públicas, focadas na realidade do jovem.
O fenômeno tem feito com que as autoridades atônitas, intensifiquem o patrulhamento das redes sociais, se mantendo informadas sobre os locais dos encontros, e os gestores dos Shoppings, Tribunais e Secretários das Administrações Públicas, tentam encontrar fórmulas jurídicas, que preservem ao mesmo tempo, a propriedade privada (lojas), e o direito de ir e vir do cidadão comum, e principalmente dos consumidores.
É importante que o Estado, como um todo , olhe com mais cuidado, para o jovens e as suas necessidades. A mobilização disponibilizada pelas redes sociais, fora da mídia formal, portanto;
Liberta a força da expressão coletiva, e permite que as demandas até então reprimidas, extrapolem as insatisfações individuais, e ganhem as ruas, ou, no caso vertente, os “shoppings”.
Dr. José Vanderlei dos Santos é advogado, professor de Direito na Faculdade Anhanguera-Taboão da Serra, e Diretor da Ordem dos Advogados do Brasil – Taboão da Serra.
