Palestra em Taboão reafirma conquistas das mulheres negras
O evento marcou a abertura oficial da Campanha 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres. Trata-se de uma campanha internacional e tornou-se uma das mais importantes estratégias de mobilização e sensibilização da sociedade para o problema da violência contra a mulher.
Foto: Divulgação

A advogada CArmem Dora de Freitas durante palestra na Coordenadoria
A coordenação do evento fez uma explanação sobre o Centro de Atendimento à Mulher em situação de violência, o que faz e quais serviços oferecem às vítimas de violência.
A palestrante convidada foi a advogada trabalhista Carmen Dora de Freitas Ferreira, que falou para as mulheres presentes a importância de se fazer respeitar e lutar por seus direitos. “O tempo todo temos que mostrar que somos capazes e as melhores, mas não e falando apenas, e sim fazendo”, disse.
A doutora lembrou à platéia a história dos heróis negros da história do Brasil e do mundo, como Zumbi dos Palmares, líder da resistência negra no país, e Rosa Parks, símbolo da luta anti-racista nos Estados Unidos na década de 50. ”A nossa luta é constante e transcende no tempo, todas juntas estamos construindo a sonhada cultura de paz. Parabéns guerreiras”, declarou dra Carmen às mulheres taboanenses.
A vice-prefeita e secretária de Cultura Márcia, falou da importância do poder público na luta contra a violência e o racismo. “A importância do poder público municipal pode gerar momentos de reflexão e aprendizagem, ao mesmo tempo promover a confraternização entre todos que lutam contra o preconceito, a discriminação e o racismo, principalmente sofrido pela mulher. Através de atividades como essas construímos um Brasil mais igual”, declarou.
Para a dra Maria Amélia Alencar, coordenadora do evento, as mulheres devem continuar lutando por seus direitos, não desistir nunca de seus objetivos. “As mulheres devem ser respeitadas com igualdade de direito para que continuem ocupando os espaços na sociedade. Se hoje estamos de pé é porque uma negra se recusou a ficar de pé para que um homem branco. Foi uma luta, hoje estamos colhendo os frutos das sementes que foram lançadas”, destacou.
