Polícia diz que morte de gêmeos foi uma fatalidade
Os corpos dos gêmeos que morreram afogados em uma piscina no Pq. Assunção, em Taboão da Serra, foram enterrados na tarde desta terça-feira, dia 11, no cemitério dos Jesuítas, em Embu das Artes. Abalados com a tragédia, amigos e familiares prestaram as últimas homenagens as duas crianças.
Segundo o avô dos gêmeos, Hildebrando Carvalho, a família morava no local há pouco mais de dois meses. “Eles estavam construindo uma vida juntos, muito felizes. Os gêmeos foram a maior alegria dessa família. E agora eles se foram”, desabafou. O imóvel custou cerca de R$ 300 mil. A piscina ficava no segundo andar do apartamento, em uma área construída para ser usada como quintal. A piscina tinha cerca de 1,20 m de profundidade.
Foto: Liah Marques

Piscina onde as crianças se afogaram fica na parte superior da residência
As investigações do caso continuam. Para o delegado Dr. Gilson Campinas a hipótese mais provável é de uma fatalidade. Na tarde da última terça-feira, dia 11, o delegado concedeu uma entrevista coletiva e disse que as investigações partem do princípio de uma fatalidade muito grande. “Talvez uma falta de cuidado, uma falta de atenção levou a esse acidente”, disse.
Ao ser questionado sobre o caso ser considerado como morte suspeita, o delegado titular comenta que “em uma investigação policial não se pode descartar nada”. Em depoimento não oficial, vizinhos alertaram a mãe de que as crianças estavam na piscina, a mãe se dirigiu imediatamente para o local e encontrou as crianças, já inerte, na piscina. As crianças foram levadas para o PS Akira Tada, porém já chegaram ao local sem vida.
O pai das crianças estava trabalhando no horário do ocorrido e ficou sabendo do acidente quando chegou a sua residência. O outro filho do casal, de 7 anos, estava na escola. Ainda em depoimento, a mãe das crianças – muito abalada – afirmou que o portão de segurança da piscina estava aberto e as crianças, que foram descritas como “peraltas”, tinham o costume de subirem escadas.
As roupas das crianças foram apreendidas pela polícia. “Não era pijama, eram roupas leves, típicas da estação”, declarou o delegado. Ele disse ainda que esse não é o primeiro caso de afogamento de crianças. No local foram apreendidas as roupas que as crianças estavam usando, um medicamento paracetamol e um travesseiro com manchas.
O delegado disse que sua equipe teve acesso indireto ao local do acidente. Para as investigações será analisado o local em que o casal morava anteriormente e que toda a investigação será feita de maneira cautelosa. Foi anunciado extra-oficialmente que o motivo da morte foi de asfixia/afogamento. O laudo sairá dentro de 15 ou 30 dias.

