Policial do 1º DP de Taboão da Serra está entre os presos em operação contra extorsão e associação criminosa em SP
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta terça-feira, dia 12, a Operação Quina, que resultou na prisão de quatro policiais civis acusados de extorsão qualificada e associação criminosa. Entre os presos, está um investigador lotado no 1º DP de Taboão da Serra. O grupo é suspeito de sequestrar criminosos para exigir pagamentos milionários, chegando a extorquir um homem envolvido no sequestro da mãe do ex-jogador Robinho.
Além do agente de Taboão da Serra, a operação prendeu três investigadores da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes de Carapicuíba. A investigação aponta que os agentes ostentavam um padrão de vida luxuoso, incompatível com seus salários. Em uma das residências, foram encontrados 60 mil reais em dinheiro vivo.
O esquema funcionava por meio de abordagens ilegais e ameaças de forjar prisões em flagrante caso as vítimas não pagassem as quantias exigidas. Em um dos episódios investigados, um suspeito de tráfico teria sido levado à delegacia e forçado a negociar o pagamento de 1 milhão de reais. Após negociações, o valor foi reduzido e entregue em uma padaria na região de Barueri. Mesmo após o pagamento de parte da propina, os policiais continuavam a cobrar o restante por meio de mensagens de texto e áudios.
A Justiça autorizou, além das prisões temporárias, o bloqueio de bens dos envolvidos. A Corregedoria informou que a ação, que contou com o apoio do Ministério Público através do Gaeco, reafirma o compromisso da instituição em combater desvios de conduta e manter a ética no serviço público. O processo segue sob sigilo judicial e as defesas dos acusados ainda não se pronunciaram.
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