Prefeitura apresenta TAC e aguarda autorização para transferir animais
A prefeitura de Taboão da Serra apresentou nesta segunda-feira, dia 13, o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) do Parque das Hortênsias. A reunião gerou em torno da atual situação do parque e da transferência dos animais que vivem no local.
Na minuta apresentada ao representante do Ministério Público, ficou acertado que o Departamento do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SMA/SP), irá analisar o projeto de revitalização do parque. A prefeitura vai enviar relatórios sobre a situação do Parque das Hortênsias a cada três meses ao SMA.
Foto: Reprodução

Reunião na prefeitura com ambientalistas debateu soluções para os animais do Parque
Outro assunto discutido durante a reunião foi a possível transferência imediata da leoa Helga e do gavião. O assunto já está em debate entre a secretaria de Cultura e ativistas da causa animal, porém a ação depende de autorização do Departamento de Fauna do Governo do Estado (DeFau). Representantes do departamento estiveram em Taboão nesta terça-feira. O provável local de transferência será um santuário em Jundiaí, onde os animais vão viver, de acordo com os ativistas, de maneira mais adequada.
Participaram da reunião o secretário de Cultura Laércio Lopes, vereador Ronaldo Onishi (presidente da Comissão do Meio Ambiente da Câmara), secretários municipais, representantes do Ministério Público, do Departamento do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, ativistas em defesa da causa animal, biólogos, membros da Ordem dos Advogados (OAB).
Reforma
Na última terça-feira, dia 7, a prefeitura de Taboão da Serra, iniciou a reforma do Parque das Hortênsias, de acordo com o secretário de Cultura, Laércio Lopes, as obras atendem as exigências feitas pelo Ministério Público.
O secretário informou que as obras de conservação e manutenção do parque têm um prazo previsto de 280 dias para conclusão. O valor ainda não foi divulgado.
Zoológico
Em novembro de 2013 no Parque das Hortênsias três animais de grande porte morreram. Em menos de 15 dias um leão e um casal de tigres que estavam no local há mais de 10 anos acabaram morrendo de complicações ligadas a idade, segundo informou a prefeitura. Muitos moradores relataram sinais de maus tratos.
No sábado, dia 11, 55 ativistas em defesa da causa animal, realizaram uma manifestação em prol do parque. Os manifestantes querem informações sobre as mortes dos animais que ocorreram ano passado. Também exigem que todos os animais, que ainda vivem no local, sejam transferidos. De imediato exigem a saída da leoa e do gavião. Eles também exigem que a prefeitura autorize que o grupo fiscalize as obras, além de ter acesso ao projeto.
