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Prefeitura lacra bar que realizava baile funk no Jd. Record

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Redação

29/11/2010 00:00
Prefeitura lacra bar que realizava baile funk no Jd. Record

 

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A prefeitura de Taboão da Serra lacrou na última quinta-feira, dia 25, o bar que realizava bailes funk e que foi alvo na semana passada de uma ação da Polícia Militar e da GCM. Segundo informações da polícia, no local o uso de drogas e a prática de prostituição, eram comuns. O bar, localizado na rua Meier, não tinha alvará de funcionamento.

 PM e GCM acabam com festa funk regada a drogas e prostituição

Além de lacrar o bar, a prefeitura de Taboão da Serra colocou cavaletes de cimento para impedir que o local seja aberto sem autorização. Muitos moradores elogiaram a atitude. “Ninguém aguentava o barulho, mas também a gente não podia falar nada, porque podia ter alguma represália”, disse uma moradora.

Foto: Juliana Martins

Prefeitura lacra bar onde festa funk incomodava vizinhos

A reportagem do Portal O Taboanense entrevistou dois jovens que freqüentavam as festas. Segundo TLC (ele pediu que seu nome não fosse divulgado) no local muitas pessoas usavam drogas, mas ele garante que o consumo não acontecia no bar. “Quem queria usar ia pra outro lugar, ali as pessoas só bebiam”, afirma.

TLC disse também que não existia prostituição. “Rolava sexo, mas não por dinheiro. Muitas meninas ficavam com os caras, mas era coisa normal, de qualquer balada”. O jovem, de 19 anos, confessou que muitas meninas menores de participavam da festa. “O funk é o ritmo do momento, todo mundo curte”.

Já outro freqüentador do baile funk, identificado como Rodrigo, disse, por e-mail, que o baile não vai acabar. “Pode fechar, mas vai rolar em outro lugar. Essa é a nossa diversão, não tem porque acabar com o que a gente curte”, disse. De acordo com Rodrigo, muitas meninas, inclusive menores de idade, usavam drogas e tomavam bebidas alcoólicas em troca de sexo.

Segundo o Conselho Tutelar a festa do Jd. Record é freqüentada também por crianças e adolescentes de outras cidades como Itapecerica da Serra e Embu das Artes, e bairros de São Paulo, como Pinheiros e Campo Limpo.

Ainda de acordo com o Conselho Tutelar, é muito difícil conter essas festas apesar da ação da Polícia e da GCM. Mesmo que seja interrompida por uma ou duas semanas, eles sempre voltam.

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