Professores de Taboão da Serra protestam em frente à prefeitura
Matheus Herbert, da Gazeta SP
Os trabalhadores públicos municipais da área de educação de Taboão da Serra protestaram em frente à prefeitura da cidade, na manhã desta terça-feira. Dezenas de professores reivindicavam com cartazes como “Educação na rua, prefeito a culpa é sua”, marchas e gritos, melhores salários, redução da jornada de trabalho, vale transporte, convênio médico entre outros pedidos.
Segundo organizadores do comando de Mobilização da Educação em Taboão da Serra, o prefeito Fernando Fernandes (PSDB), desde que assumiu a prefeitura, em 2012, não respondeu à pauta de reivindicações dos professores da cidade, cuja maioria encontra-se sem reajustes salarial há 18 anos. A reivindicação é que o salário seja reajustado em 40%.

“Recebo R$ 730 por mês e trabalho 9 horas por dia, isso sem convênio, nem transporte. Isso é um absurdo, porque em cima do salário mínimo eu ainda tenho que tirar a minha passagem, ou seja, não obra nada”, explica a ADE (Auxiliar de Desenvolvimento Escolar), Tereza Aparecida, de 57 anos.
Segundo o grupo, além dos baixos salários, ainda há o desvio de função. “Sou professora formada em pedagogia e psicopedagogia e atuo na área desde 2007, mas muitas vezes desempenho funções como trocar fralda”, conta a professora de uma escola infantil, Antônia Ecilda, de 44 anos.
Segundo a professora Sandra Fox, 50 anos, a paralisação foi aprovada por unanimidade em assembleia realizada ontem, mas nem todos aderiram. A prefeitura não soube informar quantas escolas foram afetadas pela greve.
Um grupo de 12 pessoas está nesse momento em reunião com o prefeito no gabinete.
