Professores em greve ocupam sede da Diretoria de Ensino de Itapecerica
Professores da rede estadual de ensino, em greve desde o dia 13 de março, invadiram na tarde desta segunda-feira, dia 27, a Diretoria de Ensino de Itapecerica da Serra. O ato foi uma maneira de chamar a atenção do governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB), que de acordo com a categoria “nega a existência da greve” e ainda não abriu negociação com os docentes.
“Nós professores da rede estadual ocupamos a Diretoria Regional de Ensino de Itapecerica da Serra no dia de hoje [segunda-feira] para obrigar o governo estadual a negociar pra valer com a categoria”, informa a nota emitida pela Subsede da Apeoesp de Taboão da Serra e Região.

A categoria reivindica aumento salarial de 75,33% e melhorias nas condições de trabalho, como a redução do número de alunos para no máximo 25 por sala. Os professores também criticam a política de bônus, porque de acordo com eles, só uma parte da categoria se beneficia, além de não ser incorporado ao salário-base. Eles alegam que a Secretaria de Estado da Educação ofereceu 10,5% de aumento para apenas 10 mil professores que se destacaram em uma prova. Enquanto os demais docentes, 220 mil, não receberão nenhum benefício.
Nesta segunda-feira, a justiça de São Paulo concedeu liminar permitindo que os professores divulguem “de forma pacífica” a greve nas escolas, a decisão foi da juíza Luiza Barros Rozas, os grevistas também poderão fixar cartazes para explicar o motivo da paralisação, caso seja necessário. Todas as ações devem ocorrer nos intervalos das aulas.
Segue nota oficial emitida pela Subsede da Apeoesp de Taboão da Serra e região
Nós professores da rede estadual ocupamos a Diretoria Regional de Ensino de Itapecerica da Serra no dia de hoje para obrigar o governo estadual a negociar pra valer com a categoria.
Estamos em greve desde 13 de março e até o presente momento nenhum dos pontos de nossa pauta de reivindicação foi atendido, a saber:
– Fim do corte de verbas para as escolas! Garantia de condições adequadas de infraestrutura em todas as escolas;
– Reabertura de classes e períodos fechados. Imediato desmembramento das salas superlotadas. Máximo de 25 alunos por sala;
– Pela implantação da jornada do piso;
– Fim da precarização na contratação dos professores;
– Piso do Dieese por 20 aulas.
