Servidores municipais realizam novo protesto hoje
Colaborou Matheus Herbert, da Gazeta de S. Paulo
Parados há mais de uma semana os servidores públicos municipais de Taboão da Serra querem a reabertura das negociações com o governo. Sem diálogo, os grevistas prometem nova caminhada nesta segunda-feiradia 16, a partir das 12h. De acordo com o comando de greve, ao meio dia será a concentração no Largo de Taboão, depois seguirão em caminhada até a Praça Nicola Vivilechio, no Centro.
Na pauta de negociações os grevistas exigem imediata reposição salarial de 40%, vale transporte e alimentação de R$163 para R$500, convênio médico, revisão do estatuto do magistério, devolução do quinquênio e sexta parte retirados em 2010, licença para acompanhamento de terceiros (filhos menores e idosos), transformação das ADIs em PDIs (professoras de desenvolvimento infantil), redução da jornada das ADEs e Auxiliares de Classe para 6h sem redução salarial, entre outros benefícios.

Na última sexta-feira, dia 13, cerca de 200 manifestantes realizaram mais um ato de protesto, uma caminhada do Largo de Taboão até a sede da Prefeitura. O grupo paralisou o tráfego de veículos na rodovia Régis Bittencourt por mais de 5 horas. Nesse período o transito ficou um caos.
Segundo os grevistas, mais de 80% das escolas municipais aderiam à greve. “80% das escolas estão paradas”. Durante o trajeto usaram palavras de ordem e se referiam ao prefeito Fernando Fernandes (PSDB), como alguém “que não cumpre o que fala”.
“O que o Fernando Fernandes fala não se escreve, ele prometeu dias melhores para o funcionalismo. Ele não deu nada de reajuste em 2013, nem em 2014, na nossa data base que foi 1ºde maio”, disseram os manifestantes.
Aderiam à paralisação até o momento, segundo o comando de greve: os setores da educação, assistentes socias, psicólogos, funcionários da Usina, Zoonose e Parque das Hortênsias.
Negociação com a prefeitura
No dia 27 de maio, uma comissão foi recebida pelo prefeito Fernando Fernandes (PSDB), e de acordo com o governo, após um acordo firmado, a comissão voltou atrás e cancelou. Segundo a professora Sandra Fortes, o prefeito informou que não seria possível atender todas as reivindicações da categoria, como vale transporte e aumento da cesta básica, porque a lei eleitoral proibia, e agendou uma reunião para o dia 24.
A categoria recusou a data da reunião por acreditar ser um prazo muito longo e analisou que “por não se tratar de eleição municipal, o prefeito poderia sim conceder os benefícios”. “Não houve quebra de acordo, houve uma imposição da data pelo prefeito. Já se passaram duas datas base, o prefeito tem a obrigação como patrão de nos apresentar um índice, responder nossa pauta e atender nossas reivindicações”, declarou Sandra.
Atenção
A informação de que as férias escolares municipais seriam antecipadas, não foi confirmada pela prefeitura. De acordo secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia, “essa informação não procede e o calendário escolar será mantido”.
Veja nota oficial da Prefeitura de Taboão da Serra sobre a greve do funcionalismo municipal.
