Sessão da Câmara Municipal tem troca de acusações e ofensas
A sessão desta terça-feira, dia 12, foi cercada por polêmicas envolvendo a abertura da Comissão Especial de Inquérito que irá investigar a Cooperativa Vida Nova, que tem como presidente o pré-candidato José Aprígio. A oposição critica a abertura da investigação afirmando que se trata de perseguição política.
Logo no início, a comissão foi formada após uma reunião interna. Como havia adiantado o Portal O Taboanense, os cinco vereadores que irão compor a CEI são Eduardo Lopes (PSDB) que será o presidente, Marco Porta (PRB), que será o relator, além de Ronaldo Onishi (SD), Carlinhos do Leme (PSDB) e Joice Silva (PTB).

O presidente da CEI, vereador Eduardo Lopes (PSDB), declarou que a comissão irá tratar do assunto com “imparcialidade e seriedade” , que “ninguém está acima da lei” e que se forem confirmados os fatos apresentados na ação cível pública, o caso poderá “ganhar outra envergadura e ir para a esfera criminal”.
“Se no andamento dessa CPI for comprovado conluio, se os fatos apresentados comprovar crimes como: formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, podem ser caracterizados dentro desse processo […] se ficar confirmado que houve conluio, entre esses dois cidadãos [Aprígio e Evilásio], a esfera pode ganhar outra envergadura, não só cível, mas criminal”, declarou.
O relator da CEI, vereador Marco Porta (PRB), declarou que “essa CPI irá trazer à tona, verdades, mitos enfim, poderemos entender o que é que tem por detrás desse assunto que tem sido comentado aqui em quase todas as sessões, o valor que a Cooperativa deve aos cofres públicos de Taboão da Serra […] tudo que esta sendo feito é baseado em algo que já esta no Ministério Público, então não calúnia, nem difamação, não tem perseguição política…”, garantiu.
Em defesa de Aprígio, a vereadora e esposa do pré-candidato, Luzia Aprígio (PEN), pediu para a população acompanhar “de perto” a CEI, que ela classificou como “uma coisa política para sujar o nome do seu Aprígio… um homem de Deus… que gera emprego […] Nós vamos provar a verdade, ela demora um pouquinho. Aí quero ver a capacidade das pessoas virem aqui nessa tribuna e dizer ‘eu errei’. Eu quero ver como vai terminar essa CEI”, disparou.
O vereador Moreira (PSD) também disse que a comissão tem viés políticos. “Desejo sucesso e imparcialidade [ao presidente da Comissão]. Que tenham muita prudência, porque quando atacam um homem probo como o Aprígio. Querem ‘sangrar’ uma pessoa querida do povo até as eleições. Nós sabemos que isso [CEI] não vai dar nada”.
Bate-boca e denúncias
A discussão seguia até de forma pacifica, até quando o vereador Luis Lune usou a tribuna e atacou os vereadores Marco Porta e Eduardo Lopes. Lune (PCdoB) subiu a tribuna e declarou que não gosta de bater em “vereador ruim”, referindo-se ao vereador Marco Porta.
“Vereadorzinho ruim como o Marco Porta não gosto de bater não, vereador kamikaze não perde nada, sobe aqui fala o que quer […] Eu digo pro senhor, a oposição não inventa o que está acontecendo”, declarou. Sobre a instalação da CEI, Lune disparou “é retaliação, todos nós sabemos, aqui ninguém é bobo não…”.
Em resposta, Porta disse que Lune não sabe “respeitar a família, nem as pessoas, nem os vereadores”, mais uma vez falou em abrir uma CEI para investigar Lune quando era secretário de Esporte e que não entende porque a Casa, não toma atitudes mais drásticas contra o parlamentar, “nós poderíamos dar a ele uma resposta plausível de como é ser vereador, porque ele não sabe”.
“O senhor não tem moral nenhuma de falar de vereador aqui, e quero pedir novamente, e já tem minha assinatura para a abertura de uma CEI para apurar irregularidades lá do Segundo Tempo, quando esse cidadão era secretário da pasta… Quero pedir a quebra da complacência desse parlamento com esse rapaz que não tem qualidade nenhuma para ser vereador, pelo fato de não respeitar os seus pares”.
Lune ainda insinuou, sem citar nomes, mas dizendo que se tratava de um “pastor de igreja”, que em certa ocasião, essa pessoa teria pedido um “apartamento” a Aprígio. “Eu quero ver a moral desse sujeito quando o Aprígio for convocado e eu gritar ali da minha cadeira: ‘eu sou testemunha’… eu quero ver o sujeito derreter aqui”.
O vereador Eduardo Lopes subiu na tribuna e disse que as palavras de Lune foram uma “reação desesperada” ao fato da abertura da CEI. “O Lune insinua algo contra dois pastores. Sem fundamentos e sem provas”. Lopes disse que a secretaria que era comandada por Lune, na gestão passada. “Nós vamos encontrar provas contra esse cidadão. Vossa excelência comandou uma secretaria que roubou e roubava do projeto Segundo Tempo”.
Lopes ainda atingiu moralmente o vereador Luis Lune e disse que assinará o pedido da CEI para investigar o programa Segundo Tempo. Após as ofensas, os vereadores participaram de uma sessão secreta, e por unanimidade os parlamentares optaram pela suspensão da sessão, que será retomada na próxima terça-feira, dia 19, às 8h da manhã.

