Temporal deixa destruição no Jd. Clementino e Jd. Leme
Por Rodrigo Martins e Maick Reis
Taboão da Serra sofreu na noite desta quarta-feira, dia 22, um dos piores temporais dos últimos 10 anos. A chuva deixou um rastro de destruição em diversos bairros da cidade, o Jd. Leme e o Jd. Clementino foram os mais atigindos. O número oficial ainda não foi divulgado, mas dezenas, talvez centenas de casas foram atingidas pela cheia do córrego Pirajussara.
Impressionante: vídeo mostra carro sendo carregado pelo córrego Pirajuçara
Veja galeria de imagem da enchente que atingiu diversos bairros de Taboão
Tempestade deixa Taboão com diversos pontos de alagamento
Moradores de Itapecerica e Embu também sofrem com temporal
Por volta das 19h desta quarta-feira, a forte chuva que atingiu Taboão da Serra, Embu das Artes e Itapecerica da Serra deixou várias famílias literalmente "na lama". A água chegou a dois metros de altura na rua Nicola Gentili, no Jd. Leme, devastou tudo por onde passou. Famílias perderam tudo.
Foto: Maick Reis

Moradores perderam sofás, colchões, móveis e eletrodomésticos na enchente
No Jd. Clementino a água atingiu 1,80 metros de altura, derrubou muro, arrastou carros e deixou várias famílias sem nada em casa. "Eu nem sei como vou dormir, não tenho ideia de como meus filhos vão comer, minha vida foi levada pelas águas" desabafou Cristiano Oliveira, moradora do bairro.
O trânsito ficou parado por horas, na avenida Kizaemon Takeuti na divisa de São Paulo, carros, motos, ônibus e caminhões desligaram o motor e aguardaram para que as águas baixarem "Não tem o que fazer, estou a mais de uma hora parado, o jeito é relaxar e esperar " disse o motorista de ônibus Josué Sousa.
Ribeiro, morador da divisa de Taboão e Campo Limpo, estava revoltado com a situação. "A minha vida está aqui, tudo o que trabalhei e construí durante minha vida, foi embora em poucas horas, você consegue entender? Meu carro, minha casa e até meus documentos, tudo foi perdido", lamenta.
A Defesa Civil orientou moradores, tirou árvores caídas, entulhos, lavou vias. A Secretaria de Assistência social prestou assistência aos moradores. "Conseguimos lanches, colchões e estamos dando assistência às famílias, hoje é emergencial, mas vamos sim ajudar" disse a Secretária Arlete Silva.
A prefeitura ainda não divulgou o número de desabrigados, mas disse que as famílias que não puderam voltar para casa seriam levadas para a Sociedade Amigos de Bairro do Jd. Leme, para o Centro Pop e para hotéis da região. “Estamos concentrados com a limpeza das ruas, nesta quinta-feira vamos divulgar um balanço da enchente”, disse Mário Gomes, coordenador da Defesa Civil.
