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Engenheiro da Motiva explica como serão escavados os túneis do Metrô até Taboão da Serra

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O TABOANENSE

03/09/2026 00:56
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André Delmondes, durante participação no EmOff Cast, do Portal O Taboanense

 

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As obras de expansão da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra deverão entrar em uma nova etapa nos próximos meses. Após o avanço das escavações verticais dos grandes poços que formarão as futuras estações, começarão as escavações horizontais dos túneis que farão a ligação entre Taboão da Serra, Chácara do Jockey e Vila Sônia.

Os detalhes técnicos da obra foram explicados pelo engenheiro André Delmondes, da Motiva, durante entrevista ao EmOff Cast, podcast do Portal O Taboanense. Ele falou sobre o método escolhido para a construção dos túneis, a possibilidade de detonações em trechos de rocha, a profundidade das estações e a estratégia para abrir diferentes frentes de trabalho simultaneamente.

Uma das principais dúvidas é por que a extensão, de pouco mais de três quilômetros, não será escavada com uma tuneladora, equipamento popularmente conhecido como “tatuzão”. Segundo Delmondes, a opção foi pelo NATM (New Austrian Tunnelling Method), também conhecido como método austríaco ou método mineiro de escavação.

“Aqui, como estamos falando de uma extensão de pouco mais de três quilômetros, o NATM se mostra tanto tecnicamente quanto economicamente viável. O tatuzão demanda toda uma logística, um espaço para ser instalado na obra e também a fabricação de anéis. Para a extensão que temos, o NATM se mostrou viável e atende tecnicamente com segurança”, explicou.

Escavação avança por etapas

Diferentemente do tatuzão, que utiliza uma grande máquina para escavar continuamente o túnel, no NATM a abertura ocorre progressivamente. À medida que o material é retirado, são instalados os suportes e aplicado concreto para estabilizar cada trecho antes do avanço para a etapa seguinte.

“A gente vai retirando esse material e colocando os suportes. Já vai projetando o concreto para garantir que aquela fase que foi escavada se sustente e, na sequência, avançamos para as etapas seguintes. É um ciclo contínuo: escavar, suportar, revestir e avançar”, explicou Delmondes.

Ao longo do trajeto, as equipes deverão encontrar diferentes características geológicas. Parte da escavação será realizada apenas em solo, enquanto outros pontos terão presença de rocha.

Detonações controladas

“No caso das rochas, quando estivermos escavando, teremos detonações projetadas e controladas. Tudo segue normas para que tenhamos o mínimo impacto na superfície. Com relação a ruídos, vibrações e à própria segurança da escavação, tudo é planejado”, afirmou.

Delmondes confirmou que haverá rocha ao longo do percurso, mas ressaltou que esse tipo de procedimento faz parte da execução de túneis subterrâneos. “É um procedimento usual. Você tem as detonações no trecho em rocha, mas tudo é projetado”, disse.

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