Nessas eleições de 2026, 25% do eleitorado paulista terá mais de 60 anos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) são aproximadamente 8,5 milhões de eleitores. O que significa que essa população concentra um alto poder de decisão.
Outro dado bem interessante é que a abstenção nesta faixa etária tem diminuído nas últimas eleições. Os velhos, que não se veem, nem se sentem tão velhos assim, estão cada vez mais participativos. O que é muito bom para a democracia, porque hoje eles são cada dia mais representativos e em ascensão.
A cada ano, teremos uma população idosa proporcionalmente maior. O Brasil está envelhecendo e o Estado de São Paulo envelhece ainda mais, é um dos estados com maior porcentagem de idosos.
Eles são mais treinados em votar, porque já participaram de muitas eleições, muitos não encaram o voto como uma obrigação, mas veem como um direito, porque foram impedidos de votar, durante a ditadura militar. A maioria acompanha o período eleitoral pelo horário eleitoral transmitido pelo rádio e televisão e vão escolher votar em quem julgam mais capacitados e comprometidos para atender às suas principais demandas.
Esse pessoal está de olho em políticos que defendem políticas públicas voltadas para a sua faixa etária. São ações que englobam medidas de saúde curativa, saúde preventiva, seguridade social, segurança, habitação, lazer, esporte, cultura, educação e acesso ao trabalho.
Ao subir a expectativa de vida brasileira e diminuir o índice de nascimento, vamos ter a cada ano, uma concentração maior de idosos, que vai mudar o desenho populacional da pirâmide, fenômeno que já acontece em países mais desenvolvidos. Pela Política Nacional do Idoso, toda pessoa passa a ser considerada idosa a partir dos 60 anos, em países europeus, como na Itália por exemplo, o idoso é todo cidadão a partir dos 65 anos.
Para quem tem mais de 70 anos o voto é facultativo no Brasil, mas há movimentos crescentes para que as pessoas dessa faixa etária compareçam às urnas e votem. O comparecimento nestas eleições será válido como prova de vida para quem é aposentado e pensionista do INSS. O movimento 70 MAIS, do qual faz parte o médico gerontólogo e referência nacional em envelhecimento, Alexandre Kalache, também incentiva o comparecimento dos idosos às urnas.
Ele mesmo, um idoso defende o voto em candidatos que têm compromisso com o SUS, uma vez que mais de 80% da população de idosos são exclusivamente dependentes do sistema público de saúde.
Existem também motivos psicológicos para comparecer às urnas, para muitos idosos é uma maneira de comprovar sua relevância e engajamento na sociedade, fazer sua voz ser ouvida, demonstrar que ele fez, faz e continuará fazendo parte desse processo tão importante que é escolher quem estará à frente do comando político e administrativo do País pelos próximos 4 anos.